segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Em Poesia, Se Abra!

Se Abra o tempo é agora
chegou sua hora de recomeçar

Se Abra há novos horizontes
sonhos serão pontes é só acreditar

Se Abra não alimente o medo
alimente o desejo, a força para lutar

Se Abra tenha tinta, papel, caneta
computador,tablet, prancheta, 
o importante é imaginar

Se Abra em poemas, rimas, postagens
crônica, texto ou mensagens tudo vale é só criar

Se Abra deixe aqui suas memorias,
relatos e histórias, o direito de amar

Se Abra você é livre, dono(a) dos seus pensamentos
és um poço de conhecimento pronto para se eternizar

Se Abra e abra sua mente
Seabra tem muita gente
com vontade de rimar.


Zana Martins

Homenagem ao Se Abra em poesia.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Recuso-me a ser Marionete.


Quando decidi não ser marionete sabia exatamente quais consequências eu estaria a vim enfrentar.
Quando optei por isentar-me de mudanças de querer, 
sabia exatamente o que queria ser, o que haveria de ter.
Por que me derreto, fico quase maleável, 
mas nunca uma boneca bobinha programada para ser sim ou não.
Eu me carrego em sorrisos, mas nunca em mãos manipuladoras,
Eu me divirto em me entregar, mas orgulho-me de ser indomável.
Sou exatamente frágil, sim frágil! 

porque livro-me de rancores e dores ao acordar ouvindo pardais, 
ou sentindo o corpo quente pelo sol que entra pela janela 
e assim almejar aquele frio no estomago por pensar numa possibilidade de ter o incondicional.
Quando decidi não ser Marionete, Decidi não conviver com mentiras, 
com dissimulações, deturpações, Levianidades,
 mas sei que elas estão ai vagando no coração daqueles que insistem em ser programados por uma falsa vontade de querer ser feliz,fazendo outras pessoas infelizes.
Posto que tudo que somos é humanidade, continuarei meu percusso assim,
 
rindo, chorando,amando, respeitando, divertindo-me, 
arrancando sorrisos e arrepios. 
Mas não serei Marionete. 

Zana Martins. Janeiro de 2013. Projeto conta esse conto!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Silêncio. Silêncio? silencio-me!

De que serve a intensidade, perante ao valor do silêncio?
quantos argumentos seriam expostos, todos cabíveis,
convincentes, perante ao valor do silêncio?
E mesmo todas as explicações possíveis e passiveis
cairiam por terra perante ao valor do silêncio.
 Quantas imagens seriam necessárias?
 quantas você usou e criou e esqueceu do silêncio?
Quantas palavras foram ditas soltas ao vento?
 e outras impregnadas em almas como tatuagem?
 seriam interpretadas de outra forma perante ao valor do silêncio?

Quanto silêncio você utiliza?
Quantas vezes você o interrompe?
por quem e pra que você o interrompe?
Qual é a melhor forma de ser sincero e não magoar quando se utiliza o silêncio?
E quando que o silêncio é entendido?

Se o silêncio é silêncio por que as pessoas ó interpretam?
Se você quer paz, busca-se o silêncio, se você dorme busca-se o silêncio
por que que pra ser compreendido falamos, conversamos, gesticulamos,
bravejamos, gritamos?????
  Há só no silêncio é que me encontro...
Mas tenho cordas vocais e dom de falar... falar...
 muitas vezes exageradamente e qual valor teria essa pratica?

Já nem sei estou em silêncio por horas,
mas ouço muito mais que se existisse em mim uma multidão.
O que pensar?
Silencio-me?
ouço-me?
reproduzo?
cala-te...
Calo-me
e até nunca mais ou até breve!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Deveras!

Se fosse eu dizer a verdade real
Queria eu que de fato retornasses
De uma vez que não leva a se tornar,
Então calo-me em dores inigualáveis.

Uma dor que dilacera,
Deixa-nos frágeis e duvidosos de divindade.
Pois bem, que de fato fizestes uma escolha,
Tornas-te dono dos teus atos

... E já não habita em ti Deuses,
Isento-me de procurar, de perguntar,
Calo-me...

Sinto cada parte do meu ser,
Sinto as dores dessa verdade que jamais será absoluta.
Transformo-me em concha,
Na certeza que jamais verás a pérola que tanto almejastes.
Renuncio de forma grotesca um querer,
podo-me, livrando-me de pragas futuras,
Tranquilizo-me por obter essa opção!

Mas se eu fosse te dizer a verdade,
Você me partiria em pedaços,
Só assim caberia no seu mundo particular,
Fragmentado por dúvidas e medos.
Deveras!

 Zana Martins

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Para Você com muito carinho.

Só quero você


Eu Complico

Digo q o acaso é proposital, a teoria é vaga, e os q são aclamados "sentimentos" permeiam o âmago humano. 
Porque assim os nomearam, e não porque os são. 
E se eu te dissesse q sou sentimental?


Afirmaria assim todas as coexistências q um dia refutei, ainda seria eu, posto q me fiz desconexa, existencialista sobretudo, e aí chega o termo:   complexa.
Te diria em vão q não é possível fazer de asfalto, mar.
E q toda vagueado é específica.
Mas depois de tudo nem vejo as cores, e nem leio sons...

Reconstrução abstrata,
Passiva.
Então q caia o lírico,
Faça-se o sensorial,

e só então compreendi que não posso ser Abstrata.
Pode até não ser... mas não vou desistir.

 Eu Simplifico

Digo que o que eu sinto não foi acidente,e o tão falado ‘‘sentimento” que existe nos corações humanos não requer nenhuma teoria. 
Por que é só um nome escolhido e nem de longe expressa o q sinto de verdade. 
Entro em contradição por que sou sentimental e acabo derrubando todas as barreiras que criei em um dia me fazer firme e cética.
Mas ainda assim serei eu,atrapalhada, complicada e difícil de se entender!(rsrsrsrs)

Te daria o mundo, faria o impossível
 e me vejo criar um mundo imenso e particular.
Mas depois nada faz sentindo, pois não tenho você. 

E tudo que criei se torna abstrato, sem retorno.
Ai desisto do amor, do romantismo e deixo correr livre.
Mas o que sinto é bem mais intenso do que eu mesma consiga imaginar ou explicar e por mais que tente se apagar de vez eu não quero desistir como fiz um dia.

Queria, há como eu queria que fosse reciproco ou pelo menos verdadeiro.


Zana Martins se expressando de todo o coração

Magia da vida



Inerte, olhos fixos na paisagem, especie de transe
ao redor pedras lapidadas, arvores e flores,
um incenso produzindo um cheiro doce
e a fumaça alimentando os meus pulmões

Os meus pensamentos me confundiam
o silêncio quebrado por vozes, algum tipo de mantra era cantarolado
Os animais em total sincronia, formando uma melodia surreal
As cores de cada espaço, de cada ser vibravam 
através da pouca luz que surgia entre os galhos

Minha vontade era que aquele momento se eternizasse 
nesse precioso lugar provido de calma, de paz
um céu nublado carregado de nuvens cinzas
anunciava a chegada da tão esperada chuva

Já não existia inercia, meu corpo dançava 
formando uma coreografia, sem ensaios, sem regras
dançando livre, seguindo o vento, 
formando nas labaredas de Dezihe um magico espiral

Os tambores tomaram o lugar do mantra,
varias palavras eram pronunciadas em forma de agradecimento
os primeiro pingos dagua tocavam a minha pele quente
e logo em seguida era tão forte que lavava minha alma.

Então foi quando deitei-me  na terra 
e  como quem abraça uma mãe eu á abracei
e chorei de felicidade, eramos uma, 
eu a sentia pulsar, como se estivesse doado meu coração a ela.

Adormeci ali e voltei a inercia
quando acordei não havia vestígios de ninguém.
Me senti enraiar, aquecida pelo sol no céu azul de nuvens brancas
Tomada por uma felicidade sem fim, caminhei em direção ao nada,
mas sabia que dentro de mim havia uma imensidão.



Relatos de um ritual Shaman.  Vale do Capão- Chapada Diamantina-Ba (Zana Martins)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Inevitável.

um toque seu e tudo muda


O inevitável acontece, perda de todos os sentidos,
 por um instante longo porém que seja breve.
Já não se permite mais pensar em nada, é apenas uma sincronia
perfeita que aquece o corpo frio pela brisa da madrugada.

Olhos formando-se pontes que dão passagem para todo o corpo,
 mãos percorrendo o mesmo, delírios alucinantes em busca do desconhecido.
Até parece um só,vendo de outro angulo.
O gosto nos lábios retrata o banquete e o prazer inconfundível que só a união pode produzir.

O corpo coberto de suor expele um delicioso cheiro,
 trazendo a tona mais um sentido, revelando a delicia de um amor intenso. 
Total sincronia e sinestesia comprova no momento que sinto nosso liquido quente deslizando em nossas pernas tremulas de prazer.

Risos de felicidade comprova a solidez desse amor,
corpos abraçados, respiram fundo, soltando um ar quente
emanando todo o querer que cabe dentro de si
Agora as noites nunca mais foram frias.

Eu e meu amor chatinho!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Jamais entenderei a alma masculina, se é que eles tem uma!



Decidi não tentar mais entender as pessoas, principalmente os homens.
só sei que cada vez mais vou apreendendo a lidar com as mentiras, 

conversinhas doces, falsas promessas. 
Incrível que em um dia você me fale q gosta de mim,
 no outro passe como se eu fosse uma mera conhecida...
Assim simples como a menina que vende jornais de vez em quando na praça, 
noutrora quer saber para onde vou e com quem vou, 
isso depois de ignorar-me por dias!
 essa triste sina dessa pobre garota que vos fala,
 entorpecida de sentimentos confusos e ao mesmo tempo certa da qual decisão a tomar. 
Triste por fim e Feliz por poder continuar!
Mas o fato és que não entendo por hora por que tomou essa atitude,

e depois dizem que mulheres é que são complicadas 
Deveras não compreenderei jamais o coração deste homem.


Zana Zen... Conta esse conto

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Meu querer se Resume na vontade de nem sei!



Sei lá meus sentimentos estão vagueados, 
uma vontade de algo distante, 
algo que nem sei se existe ou se poderia alcançar.
Um querer abstrato, longínquo.
Almejo coisas que não tenho, 

que não posso ou que não quero 
não entendo por que quando as tenho já não desejo mais,
 como um eterno vicio de conquista que não sacia, não alimenta meu amago. 
Começo então a delirar em meio a bolhas de querer soltas no ar
 e vou vendo estourar uma a uma com o passar dos dias 
e só de pensar na possibilidade de ela conquistar o céu
 me vejo desfalecer sobre a imensa caixa de vidro que criei para me proteger de tudo que eu não quis mais conquistei durante o tempo que vivi sonhando.

Zana Martins.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Malandro ver o sol nascer Quadrado, mas anda todo alinhado!!!


Acho melhor até se conformar de nada vai adiantar sofrer agora...
Se já tentou mudar? Já!
Ate promessa?  já!
Até discurso?  já!
Até chorou? já!
E nada viu acontecer...
Quem quer enganar?
Pode parar ninguém mais acredita em suas férulas.

Pode até rezar, mas irá ajoelhar aos pés de quem?
Nem santo irá te ouvir
Malandro ta na testa
De branco roda a festa
De cordeiro tem a face
Mais na hora que cai o disfarce
O lobo logo ataca,
Que é para não perder o enlace
De mais um dia de fama
Mesmo que seja no xilindró
Não perde a pose e segue o seu drama
Oxe que esse malandro tem fama!


Zana Martins dedica a um amigo danado q mora nas bandas da Chapada Diamantina.